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Bolo de Fubá Fofíssimo e Uma História

Quem acompanha o blog há um tempo, sabe que por aqui praticamente não tem receita que leva milho e derivados… Muita gente já me perguntou porque eu não tinha nenhuma receita de bolo de fubá no blog, já que é uma receita simples e tão tradicional…

Só posto no blog o que realmente comemos em casa. Não faço nada apenas para postar no blog. Então vou te explicar, resumidamente, porque não tínhamos receitas com milho.

Em 2014 meu filho foi, erroneamente, diagnosticado com epilepsia. Por 1 ano e 6 meses tomou uma medicação fortíssima desnecessariamente… Quando recebemos o diagnóstico, um casal de primos que mora fora do país nos orientou a fazer um diário alimentar do João, anotar 100% do que ele comia e tentar cruzar com as “crises” dele. Como está na moda, resolvi começar eliminando o glúten da dieta dele e troquei as bolachas de leite por bolachas a base de milho. Resultado: um festival de crises… foram tantas, que conseguimos gravar e enviar para a médica, já que as supostas crises eram muito rápidas…

Voltei para a bolacha de leite e continuei anotando… até que um dia, já cansada de anotar e sem conseguir fazer nenhuma relação, orei e pedi a Deus que me orientasse, pois estava cansada… e não é que Deus ouve a oração de uma mãe aflita? Nesse dia, tive o impeto de assistir todas as gravações que fizemos e olhar o diário alimentar que vinha fazendo.  Como que por milagre, pensei no milho… corri para o armário e comecei a olhar, de tudo o que ele consumia, o que tinha milho… qual foi minha surpresa: o leite em pó que ele tomava 3 vezes por dia era repleto de milho… farinha de milho, óleo de milho, xarope de milho… quase um leite de milho rs… 

Excluí da dieta dele tudo que era produzido com milho e derivados e o João nunca mais teve uma crise… Salvo quando saíamos e as vezes ele consumia alguma coisa… mas acho que Deus usava isso para me confirmar que o problema do João era alimentar… Depois disso percorri uma longa lista de médicos: gastro, alergo, até chegar a uma neurologista (médica e pesquisadora) em São Paulo que fez um eletro encéfalo no meu filho e me disse com todas as letras que João não tinha epilepsia… chorei muito… Ela me recomendou fazer um eletro prolongado de 3 dias dentro da USP, em Ribeirão Preto, para que pudéssemos suspender a medicação… 

Eletro feito, epilepsia 100% descartada. Um alívio… Agora era começar a busca com um alergo. Procurei uma médica aqui em Campinas, que fez alguns exames e os resultados sempre negativos para milho. Sob orientação dessa mesma médica, fomos introduzindo os derivados de milho aos poucos. Durante alguns meses ele ainda reagia quando consumia o amido de milho, mas aos poucos tudo foi se normalizando e hoje meu filho consome qualquer produto sem reação alguma… Durante todo esse tempo, minha família e meus amigos estavam em oração pelo filho e  eu sei que ele foi abençoado! 

Fazer esse bolo de fubá hoje tem um valor imenso pra mim… é a prova de que Deus não desampara os seus e cuida daqueles que o amam… E vc, mãe ou pai, não deixe de ouvir seu coração… desde o início eu não concordei muito bem com o diagnóstico do João e nunca tive paz com relação a isso… Entenda, não era negação, era falta de paz mesmo… E foi essa falta de paz que me fez correr atrás do diagnóstico correto… 

Mas, vamos falar do bolo porque eu já chorei muito fazendo o bolo, escrevendo esse post… mas é um choro de muita alegria, de conquista! 

Bom, vi essa receita no blog da Camila Dutra, o Feito Com Amor. Acompanho esse blog no instagram e sou apaixonada pelas receitas e pelo carinho com que tudo é feito. Tive a oportunidade de conhecer a Camila pessoalmente no Encontro Gourmet de 2015 e ela é tudo aquilo que passa através das fotos: meiga, atenciosa… mineirinha sabe? 

Ela fez esse bolo num programa de TV que não me lembro bem, mas reproduzi a receita sem trocar a ingredientes. 

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O bolo fica bem fofo mesmo, segundo a Camila, o segredo é o leite quente que é colocado no final da receita… É ele quem garante a umidade do bolo. E garante mesmo… ficou uma delicia! 

 

 

Bolo de Fubá

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bolo de fubá fofinho e uma historia de cura divina

 

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6 thoughts on “Bolo de Fubá Fofíssimo e Uma História”

  1. Que gostoso parece ter ficado! Adoro bolo de fubá e vou tentar fazer essa receita, substituindo a farinha de trigo, já que não posso consumir glúten (não por moda, mas por doença).
    Infelizmente sei o que é ter um diagnóstico incorreto e o pior ainda foi ter que escutar de médico famoso na região onde moro que a Doença Celíaca era coisa da minha cabeça. Mas eu sabia que algo estava errado e continuei procurando ajuda sem nunca perder a fé.
    Faz um ano que tirei o glúten e foi como se Deus tivesse me dado uma vida nova, sem contar que muitos dos inexplicáveis problemas que eu tinha desde criança não existem mais.
    Sei que nunca poderei comer alimentos com glúten de novo, pois minha doença não tem cura. Mas eu posso reclamar, pois há um tratamento (retirada do glúten). Apesar de nem sempre ser fácil conviver com a doença, hoje levo uma vida vida feliz e normal e sou grata todos os dias por ter descoberto o que eu tinha, uma doença que mata aos poucos e que, muitas vezes, é silenciosa.
    Consigo ter uma ideia bem pequena do que vocês passaram, apesar de não termos histórias tão parecidas assim. Mesmo assim, achei que valia a pena escrever, pois fomos todos abençoados com certeza e temos que aproveitar ao máximo a nova vida que ganhamos, não é?
    Beijos e fiquem sempre com Papai do Céu!

    1. Que delicia ler isso!! Tão bom ler histórias de gente que não se rendeu ao primeiro diagnóstico e continuou buscando explicações para o que sentia!!
      Conheço algumas pessoas que passaram exatamente o que vc passou. Principalmente agora que muitos tiraram o glúten da dieta por opção, muitos médicos dizem que é modismo, que doença celíaca é muito rara, sequer consideram como hipótese. E sei que o sofrimento é grande…
      Que vc possa contar sua histórias a mais e mais pessoas e que possa ajuda-las!! Informação nos liberta e nos ajuda a viver melhor!!
      bjos e muito obrigada pelo carinho de deixar esse recadinho!

  2. Chorei lendo seu relato. Sou abençoada com gêmeos já com 11 anos que praticamente nunca ficaram doentes, nem consigo imaginar o que vocês passaram e só posso admirar e agradecer por compartilhar essas experiências recheadas com receitas tão deliciosas!

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